Exposição Fotográfica – Espaço Cultural I da Escola do Teatro Bolshoi

Arts
Exposição Fotográfica - Semi-Vivo - Bolshoi

As exposições “Vereda” e “Semi-Vivo”, realizadas no Espaço Cultural I da Escola do Teatro Bolshoi no Brasil, de 21 de junho a 26 de julho de 2021, da artista multimídia Juliana Polippo enriqueceram a instituição durante o período de permanência.

VER’EDA | série fotográfica | Brasil’17 | QT. 21/21

ve·re·da |ê| nasce no sertão pernambucano por Juliana Polippo, que faz demarcações inquietas e aos poucos se apropria de muitos suportes midiáticos viventes e “pré-viventes” para canalizar sua fruição artística livre. O repertório dessa campo-grandense – que já morou em mais cidades do que tem idade – tenta nesta série fotográfica, dialogar, ampliar e mesclar as formas que passaram por suas mãos na expedição à Conceição das Crioulas à convite de IDENTIDADES – Movimento Intercultural, vinculado a Faculdade de Belas Artes – Universidade do Porto.

Exposição Vereda - Espaço Cultural Bolshoi - Juliana Polippo

A fotografia de Polippo se veste de poesia e questiona:

E se chovesse mar no sertão?

Trovejariam árvores?

Exposição fotográfica - Escola Bolshoi

E a série elucida este cenário, as margens, os recortes e os ângulos são redutores, mas ainda assim testemunham em partes os mais de 10.000 km rodados, atravessando os estados de São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Bahia, Pernambuco, Ceará, Goiás, Pará e Mato Grosso do infinito Brasil.

Exposição Vereda – Espaço Cultural Bolshoi (Ft. Juliana Polippo)

Assista ao vídeo completo de série fotográfia Vereda e viaje por 3′ no banco do passageiro dessa artista:

Já a série fotográfica Semi-Vivo nasce no perímetro urbano do Bonfim sob a premissa de investigar a história local, a partir da matéria orgânica que saúda os lamentos finais dos que aqui viveram. O ‘Cemitério Prado do Repouso’ ao sul da cidade do Porto, Portugal.

A narrativa territorial ganhou carácter de arquivo, quando flores pousadas em frente aos túmulos começam a ser coletadas e colocadas em sacos plásticos transparentes e individuais. O aspecto da matéria orgânica frente aos nomes, datas e restos de velas, denunciavam o tempo da saudade. Numa caminhada lenta conduzida pela magnitude das edificações da morte em seus ‘estados’ atuais no Cemitério Prado do Repouso. Tentei elencar o tempo que havia se passado entre uns ramos secos e outros mais frescos. Não era preciso ser bióloga para tal tarefa, até porque os retratos não queriam ter um carácter técnico. A concentração estava em dilatar o dialogo dos tempos da saudade.

Exposição Semi-Vivo - Espaço Cultural Bolshoi

Agradecemos pela parceria, espaço e disposição da sua equipe de produção a instituição. Exposições como essas contribuem com o desenvolvimento de outras linguagens e ampliação do senso crítico, estético e o olhar sobre outras perspectivas de arte dos alunos, colaboradores e demais visitantes.

 

Ficha técnica:

Artista: Juliana Polippo

Montagem: Bárbara Cardoso e Luan Vieira (Equipe Bolshoi Brasil)

Fotografia: Juliana Polippo

Vídeo: Juliana Polippo


Polippo

Polippo

Sou uma pessoa livre, que vive pelos cafés, bibliotecas, espaços de coworking e sofás trabalhando remoto. Nas horas vagas, você vai me ver pelas ruas pedalando, lendo, escrevendo ou fotografando. Gosto de ouvir música velha, assistir shows de bandas independentes, ver filmes clássicos e frequentar peças de teatro. Adoro receber amigos em casa, ter ideias inspiradoras e me conectar com a natureza.
http://nvlo.com.br

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